Juros na zona do euro caem a 2%

Banco Central Europeu curvou-se às pressões e aos indícios de fraco crescimento econômico na região e reduziu suas taxas de juros em 50 pontos-básicos, confirmando as expectativas da maioria dos economistas. A taxa mínima de oferta, a mais importante da instituição, foi reduzida para 2%, o menor nível desde o lançamento da moeda única européia há quatro anos. O anúncio do BCE sucedeu a decisão do Banco da Inglaterra, que manteve hoje cedo a taxa de recompra no Reino Unido inalterada em 3,75%. Também nesta manhã, o Banco da Suécia promoveu um corte de 50 pontos-básicos em sua taxa de recompra, trazendo-a para 3,00%. O BC europeu não divulgou comunicado explicando os motivos da decisão, mas o presidente da instituição, Wim Duisenberg, concederá uma entrevista coletiva, a partir das 9h30 (de Brasília), para expor as razões que levaram à redução. Dos 31 economistas consultados pela Dow Jones, a maioria previa redução de meio ponto percentual, enquanto apenas cinco deles apostavam em um corte moderado de 25 pontos-básicos.A disparada do euro ante o dólar deve ter sido o argumento decisivo para o corte agressivo pelo BCE. A moeda única européia atingiu recentemente a máxima histórica de US$ 1,1934. Desde o encontro anterior do BCE, em 8 de maio, a moeda única européia valorizou-se 4% ante o dólar. A valorização acentuada e a sustentabilidade desse comportamento melhorou as perspectivas para a inflação na zona do euro, que se desacelerou para 1,9% em maio, de acordo ainda com dados preliminares. O euro forte barateia as importações denominadas em dólar, contribuindo para manter a inflação sob controle.

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