Juros não cairão abaixo de 17% em 2002

O espaço para a redução dos juros no Brasil é limitado, podendo as taxas, no máximo, cair de 19% para 17% no fim do ano, segundo o professor Antônio Correa de Lacerda, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização (Sobeet). Ele diz que as exportações brasileiras serão, sem dúvida, melhores do que no ano passado, mas ainda assim, serão fortemente prejudicadas pelo quadro internacional e pelo baixo preço das commodities (preços médios recuaram 27% sobre 1998). Ele lembrou, ainda, que a balança tem um déficit estrutural, nas áreas de produtos químicos e de telecomunicações. Juntos, esses dois setores registraram um desempenho negativo de US$ 15 bilhões no ano passado. Mas não é só. Lacerda acredita que, apesar do superávit fiscal, os números são insuficientes para gerar um resultado nominal equilibrado. Para o fim do ano, Lacerda projeta um cambio de R$ 2,60/US$; superávit comercial ao redor de US$ 3 bilhões, "porque a Argentina terá uma recessão ainda mais profunda"; e um crescimento de PIB de cerca de 2% a 2,5%. Lacerda defende que o ajuste das contas externas é o principal fator de restrição ao crescimento do Brasil.

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