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Juros nos Estados Unidos sobem para 4,5%

O Banco Central norte-americano decidiu hoje elevar os juros norte-americanos em 0,25 ponto percentual, de 4,25% para 4,5%. Trata-se da 14ª alta consecutiva das taxas, desde que a política norte-americana passou a subir os juros com o objetivo de contar a taxa de inflação no país. Esta reunião do Federal Reserve foi histórica porque marcou a despedida de Alan Greenspan, que presidiu a instituição por quase duas décadas. Veja aqui o comportamento dos juros norte-americanos.O comunicado divulgado ao final da reunião destaca que, "embora dados econômicos recentes tenham sido desiguais, a expansão na atividade econômica parece sólida". Além disso, segundo o documento, as expectativas sobre a inflação no prazo mais longo continuaram contidas. Apesar disso, adverte, possíveis elevações na utilização dos recursos, assim como os preços elevados da energia, têm potencial para aumentar as pressões inflacionárias."O Comitê julga que algum aperto adicional da política monetária poderá ser necessário para manter aproximadamente equilibrados os riscos ao cumprimento do crescimento econômico sustentável e da estabilidade dos preços. Em qualquer eventualidade, o Comitê vai reagir a mudanças nas perspectivas econômicas à medida que isso seja necessário para promover aqueles objetivos.DiscussõesApesar de esperada, a alta dos juros nos Estados Unidos abre a discussão sobre o ritmo da atividade econômica no país. Alguns economistas acreditam que o banco central americano já foi longe demais. "O dado do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado na sexta-feira foi o mais fraco em três anos", disse à EFE David Resler, economista-chefe da Nomura Securities International.Os economistas apontam que, embora o ciclo de altas pareça estar perto do fim, existem alguns fatores de risco que podem alterar o rumo monetário. Os preços do petróleo encabeçam a lista de potenciais desmancha-prazeres, seguidos de perto pelos desequilíbrios do déficit na conta corrente, em níveis recorde.Até agora, os Estados Unidos não tiveram problemas para atrair capital externo para financiar seu déficit público, mas o próprio Greenspan disse que a situação não é sustentável. Caso essa fonte de financiamento for interrompida, os EUA se verão em sérios apuros e terão de lidar com uma forte desvalorização de sua moeda. Assim, para muitos especialistas, o novo presidente do Fed, Ben Bernanke, terá de andar pisando em ovos.É por isso que Bernanke prometeu "continuidade" em sua primeira aparição pública depois da designação para o cargo. A partir de quarta-feira, o novo presidente do Fed deverá mostrar que levará a luta contra a inflação tão a sério quanto seu antecessor. Além disso, terá de provar que se manterá firme diante de interferências políticas, já que sempre convém ao governo uma redução dos juros a curto prazo que estimule a economia, apesar de esta postura alimentar a inflação médio prazo. Bernanke também prometeu mais transparência nas operações do Fed.

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