Juros precisam de 'queda drástica' de 4 a 5 pontos, diz Ipea

Para presidente do instituto, medidas tomadas pelo governo brasileiro contra crise 'apenas evitam o pior'

NERI VITOR EICH, Agencia Estado

20 de janeiro de 2009 | 18h22

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, ao comentar o documento divulgado nesta terça-feira, 20, sobre o comportamento da economia, afirmou que as taxas de juros "precisam de uma queda drástica, de 4 a 5 pontos" porcentuais. Na avaliação do presidente do Ipea, as medidas tomadas até agora pelo governo brasileiro para amenizar os efeitos da crise internacional "apenas evitam o pior".   Veja também: Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise Em entrevista, Pochmann afirmou várias vezes que o comunicado divulgado hoje pelo Ipea sobre possíveis repercussões da crise internacional no Brasil não faz "projeções" nem constrói "cenários" sobre o comportamento da economia. Ele antecipou que isso será feito na "Carta Conjuntura", a ser divulgada em março.Segundo Pochmann, o documento do instituto - com três "exercícios de simulações" de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 - de 4%, de 2,5% e de 1% - é "preliminar" e "antecipa estudos que estão sendo desenvolvidos."Somente um crescimento de 4% em 2009 permitirá ao Brasil, segundo Pochmann, manter a trajetória de crescimento dos últimos anos. "Abaixo disso, o País não manterá essa trajetória de crescimento", disse. A afirmação, feita em entrevista, foi divulgada nesta tarde pela Assessoria de Imprensa do Ipea.Pochamnn mencionou como investimento importante o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) federal, "que já foi licitado, e as obras estão em andamento". Disse ainda que neste ano os Estados começarão a executar seus PACs. "São investimentos importantes para manter o ritmo de crescimento."

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