Juros reagem a IPCA-15 e declarações de Henrique Meirelles

Cenário

Denise Abarca, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2010 | 00h00

A combinação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 de abril dentro das previsões com declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, resultou em queda de juros de curto prazo e alta nos vencimentos longos.

Os profissionais de renda fixa interpretaram as palavras de Meirelles como um sinal de que o BC não vê necessidade de pesar a mão no início do processo de ajuste de alta da Selic e, com isso, uma dose de aumento de 0,50 ponto porcentual na taxa estaria de bom tamanho agora em abril. Assim, o quadro de previsões ficou um pouco mais dividido em relação à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana que vem, uma vez que até então o mercado estava mais propenso a considerar a alta da Selic de 0,75 ponto porcentual o piso das apostas.

O juro para junho de 2010 caiu a 9,135%; e para janeiro de 2011 cedeu a 10,71%. As taxas longas avançaram, refletindo ainda a antecipação do mercado ao leilão de papéis prefixados que o Tesouro realiza amanhã, uma vez que hoje não há negócios por causa do feriado do Dia de Tiradentes. O vencimento de juros para janeiro de 2012 subiu a 12,11%; e para janeiro de 2014, a 12,82%.

A Bovespa, após três quedas seguidas, avançou 0,32%, aos 69.318,44 pontos, favorecida por ganhos de mais de 2% nas ações da Petrobrás em meio à alta do petróleo e informações de que o governo espera votar o projeto de capitalização da estatal até 20 de maio.

O dólar no balcão caiu 0,11%, a R$ 1,753.

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