Juros recuam em reação ao Copom

Ousadia do Comitê de Política Monetária no corte da taxa Selic foi avaliada como sinal de que a crise pode ser mais séria do que se pensava

Denise Abarca, Claudia Violante e Silvana Rocha, O Estadao de S.Paulo

23 de janeiro de 2009 | 00h00

Os juros futuros caíram ontem, influenciados pela decisão do Copom de reduzir a taxa Selic em um ponto porcentual, para 12,75% ao ano. Uma vez que o ciclo de flexibilização monetária começou de maneira mais agressiva do que estava precificado na curva de taxas futuras (a maioria das apostas era de corte de 0,75 ponto), os juros de curto prazo recuaram mais do que os de longo prazo. No comunicado divulgado após a reunião, o Copom sinalizou que a redução seria ''parte relevante'' do ciclo. Uma das leituras foi a de que o início do processo com um declínio mais forte foi um sinal de que a crise econômica pode ser mais séria do que se pensava. O juro de abril de 2009 recuou a 12,36%; o de janeiro de 2010 a 11,12%; e o de janeiro de 2012 para 11,27%. Na Bovespa, as notícias refletindo a forte desaceleração mundial ofuscaram qualquer tentativa de reação positiva ao corte da taxa básica de juros brasileira. Na esteira da desvalorização dos índices de ações nos EUA e Europa, o Ibovespa perdeu 1,68%, aos 37.894,33 pontos. O dólar caiu 0,94%, para R$ 2,330 no balcão, em meio à percepção de que os juros no País seguem atrativos diante das taxas internacionais. FRASETony VolponEcon.-chefe da CM Capital Markets ao AE Broadcast Ao Vivo''BC fez corte de 1 ponto para dar um choque nas expectativas e mostrar que o Copom entende que esse é um ciclo diferente. Temos uma mistura de ciclo recessivo com crise financeira''

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