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Juros, setor agrícola e política afetaram economia, diz Ipea

Os economistas Fabio Giambiagi e Paulo Levy, ambos do Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada -, ligado ao ministério do Planejamento, avaliam que os juros altos serão responsáveis pela desaceleração do crescimento do PIB em 2005, mas discordam que tenham sido o único fator que explica o "tombo" da economia no terceiro trimestre. Para Levy, diretor de assuntos macroeconômicos do Ipea, os problemas no setor agrícola e, especialmente, o ajuste de estoques e a crise política foram preponderantes para a queda do PIB.Ele explica que o pico dos estoques na economia ocorreu no quarto trimestre de 2004 e desde então houve um ajuste gradual que culminou no terceiro trimestre deste ano. "Os juros até podem ter sido o principal impacto sobre a queda do terceiro tri, mas não foram o único e a recuperação também vai depender de outros fatores".Giambiagi foi mais enfático ao absolver os juros como vilões da economia no terceiro trimestre. Ele argumenta que a política monetária "não é feita aos solavancos" e, por isso, "não faz sentido imaginar que uma política (monetária) que se deu por aumentos graduais ao longo do tempo estará, a mesma política, associada ao boom do segundo tri e ao tombo do terceiro tri", disse.BC cumpriu sua funçãoPara Levy e Giambiagi, a questão principal não é saber se os juros estão elevados, mas por que, e destacaram que a melhoria da qualidade do ajuste fiscal é o mecanismo seguro para reduzir os juros em longo prazo.Até o momento, para Levy, "o Banco Central cumpriu a sua função" de perseguir as metas de inflação. O Ipea prevê inflação de 5,7% em 2005, 0,6 ponto porcentual acima da meta ajustada de 5,1%. Segundo Levy, 0,4 ponto porcentual desse IPCA é resultado do choque externo do petróleo que resultou no aumento dos combustíveis.

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