Juros sobem com dados do IBGE

Queda da taxa de desemprego ao menor nível histórico para meses de julho desde 2002 ampara ajuste de alta

Denise Abarca, Claudia Violante e Silvana Rocha, O Estadao de S.Paulo

21 de agosto de 2009 | 00h00

A inesperada queda na taxa de desemprego e a melhora no rendimento médio e na massa salarial no Brasil em julho, mostradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), provocaram forte ajuste de alta nos juros futuros. A percepção de que o mercado de trabalho saiu de um patamar de resistência à crise para uma efetiva melhora levou os investidores a recompor prêmios da curva, que amparam o ajuste de alta. Os ganhos das Bolsas no exterior também contribuíram para o movimento, sobretudo nos contratos de longo prazo. O juro de janeiro de 2011 subiu a 9,62% e o de janeiro de 2012, a 11,02%. Na direção oposta às expectativas, o desemprego no mês passado caiu para 8,0% da População Economicamente Ativa, ante 8,1% em junho, sendo a menor taxa da série para meses de julho desde 2002. Em Nova York, as bolsas ganharam impulso dos papéis de bancos e dos dados positivos sobre a atividade industrial divulgados pelo Federal Reserve da Filadélfia. O índice Dow Jones avançou 0,76% e o Nasdaq, 1,01%. A Bovespa subiu 1,20%, aos 56.831,48 pontos e cravou a 3º alta seguida, acumulada em 2,92%. O dólar caiu 0,11%, a R$ 1,843 no balcão. FRASEDionísio Dias CarneiroSócio-diretor da Galanto Consultoria"Economia local está sujeita a outra onda negativa vinda do exterior, dada queda do consumo nos EUA e Europa. Não sabemos com que força chegará"

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