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E-Investidor: como a queda do PIB afeta o mercado financeiro

Juros sobem com euforia nas Bolsas

Plano norte-americano de socorro a bancos incute esperança de que a economia global pode sair do fundo do poço

Denise Abarca, Claudia Violante e Silvana Rocha, O Estadao de S.Paulo

24 de março de 2009 | 00h00

A euforia nas bolsas deu argumentos para que o mercado de juros fizesse ajustes, ontem, o que levou as taxas a subirem. A animação dos investidores com o plano do Tesouro dos EUA para retirar US$ 500 bilhões em ativos sem liquidez dos bancos, podendo chegar a US$ 1 trilhão, provocou reversão de posições vendidas, que foram montadas na aposta de uma deterioração mais acelerada do cenário econômico, estimulando a correção das taxas. Embora a percepção continue sendo a de que a taxa Selic tem espaço para cair, o detalhamento do novo plano norte-americanos incutiu nos investidores esperança de que a economia global poderá finalmente sair do fundo do poço. Os principais contratos futuros terminaram com as taxas nas máximas. O juro de janeiro de 2010 avançou a 9,82% e o de DI janeiro de 2012, para 10,72%. Nas bolsas em Nova York, o índice Dow Jones e o S&P 500 cravaram as maiores altas desde outubro de 2008, de 6,84% e 7,08%, respectivamente. No Brasil, a Bovespa subiu 5,89%, o maior ganho desde 2/1/2009, e ultrapassou 42 mil pontos, aos 42.438,55 pontos, o que não se via desde 6 de fevereiro. O dólar caiu 0,84%, a R$ 2,245 no balcão.

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