Juros sobem com inflação e aumento da gasolina para 2013

Cenário:

MÁRCIO RODRIGUES , O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2012 | 02h06

Os índices de preços conhecidos ontem, a exemplo do que ocorreu com todos os que foram divulgados nesta semana, vieram acima do que o mercado esperava e colocaram as taxas de juros intermediárias e longas em alta durante toda a quarta-feira. Mesmo porque, com a confirmação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que haverá reajuste dos combustíveis em 2013, a inflação não deve apresentar alívio significativo. Com os negócios encerrados, o ministro anunciou novas medidas de estímulo à economia e a repercussão nos juros futuros, e em outros ativos, fica para amanhã.

No início da noite de ontem, Mantega confirmou a prorrogação do prazo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para os setores automotivo e da linha branca, embora o governo tenha estabelecido um cronograma para o retorno gradativo da cobrança normal do imposto. Além disso, anunciou que o setor de varejo terá desoneração na folha de pagamentos. Mantega também disse que apresentou à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado proposta de mudança no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com redução da alíquota interestadual de 12% e 7% para 4%. Antes do anúncio, o juro do contrato para janeiro de 2014 ficou em 7,10%, de 7,08% no ajuste, enquanto as taxas para janeiro de 2015 indicaram 7,70%, de 7,65%.

O dólar também reagiu à fala de Mantega, em meio à percepção de que, com uma pressão maior dos combustíveis sobre a inflação em 2013, não haveria espaço para a moeda americana oscilar em patamares mais elevados ante o real. O BC voltou a atuar no câmbio nesta quarta-feira, por meio de leilão de linha - venda de dólares com compromisso de recompra - e, depois do fechamento dos mercados, anunciou outra operação semelhante para hoje, A divisa no mercado à vista fechou o dia em baixa de 0,89% no balcão, cotada a R$ 2,0710.

Na Bovespa, as ações da Petrobrás puxaram os ganhos, com a expectativa de aumento dos combustíveis. O papel ON subiu 3,58% e o PN, 3,77%, ofuscando o recuo de 1,80% da ação ON da Vale e queda de 1,20% da PNA. Perto do fechamento, os ganhos do Ibovespa tiveram desaceleraçã, acompanhando a piora do mercado acionário em Nova York, Como resultado, a Bolsa fechou em alta de 0,89%, aos 60.998 pontos. Em Nova York, as bolsas caíram devido ao acirramento do impasse em torno da questão fiscal nos EUA. O índice Dow Jones cedeu 0,74% e o S&P 500 recuou 0,76%.

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