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Juros têm leve alta com dados dos EUA

As taxas de juros futuras fecharam em alta, impulsionadas pelo avanço dos yields dos Treasuries e dos dados da arrecadação abaixo da mediana das estimativas. Os ganhos foram limitados, no entanto, pelo o recuo do dólar ante o real.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

28 de abril de 2014 | 16h53

Pela manhã, os juros atingiram as máximas, acompanhando o aumento nos yields dos Treasuries após a divulgação de dados do mercado imobiliário dos EUA. Além disso, as taxas receberam impulso dos dados da arrecadação divulgados pela Receita Federal.

Segundo a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês), o índice sazonalmente ajustado de vendas pendentes de imóveis nos EUA subiu 3,4% em março ante fevereiro, a 97,4. O resultado veio bem acima da alta prevista por analistas, de 1,0%.

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 86,621 bilhões em março. O resultado marcou a primeira vez no ano em que a arrecadação não bateu recorde mensal e ficou dentro do intervalo das previsões dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que ia de R$ 85,5 bilhões a R$ 99,4 bilhões, mas abaixo da mediana, de R$ 88,0 bilhões. Houve uma alta real (com correção da inflação pelo IPCA) de 2,50% ante março do ano passado. Em relação a fevereiro deste ano, a arrecadação apresentou uma alta real de 3,24%.

Segundo a consultoria Tendências, o saldo da arrecadação reduziu as chances de o governo atingir um superávit primário em 2014. "Dificilmente será possível entregar um superávit oficial superior ao de 2013 (1,9% do PIB), no ano corrente, ficando a principal tarefa do ajuste fiscal concentrada para o primeiro ano do próximo mandato", disse a consultoria.

Após as divulgações dos relatórios, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou, durante evento em São Paulo, que o superávit primário no Brasil neste ano deverá chegar a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). "Para 2015 não podemos fazer um primário menor do que 2%", atestou o ministro. Segundo o ministro, "há compromisso do governo de manter solidez fiscal neste e nos próximos", afirmou o ministro.

No fim da sessão regular do mercado de juros, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2014 (3.275 contratos) tinha taxa de 10,863%, de 10,854% do ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2015 (25.070 contratos) exibia taxa de 11,00%, igual ao ajuste na sexta-feira. O DI para janeiro de 2017 (124.115 contratos) tinha taxa 12,20%, de 12,19% no ajuste de sexta-feira. O vencimento para janeiro de 2021 (23.855 contratos) tinha taxa de 12,54%, de 12,52% no ajuste de sexta-feira. O dólar à vista no balcão terminou o pregão cotado a R$ 2,2270, uma queda de 0,67%.

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