Justiça baiana rejeita recursos dos Odebrecht

A Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia rejeitou, em audiência realizada ontem, dois embargos de declaração apresentados pela Kieppe Participações e Administração Ltda, empresa da família Odebrecht, no processo judicial em que estão sendo disputados 20,6% das ações do Grupo Odebrecht, hoje pertencentes à Graal Participações Ltda, holding da família Gradin.

TIAGO DÉCIMO / SALVADOR, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2011 | 03h04

Nos pedidos de embargo derrubados pela Justiça, os advogados da Kieppe reivindicavam a extinção do pedido dos Gradin de instaurar a arbitragem para definir a posse das ações e a liberação da tomada, por parte dos Odebrecht, das ações pertencentes à Graal - podendo, para isso, usar os próprios meios judiciais.

Com a decisão, a ação volta ao ponto inicial, quando a juíza da 10.ª Vara Cível de Salvador, Maria de Lourdes Oliveira Araújo, determinou, em dezembro do ano passado, a realização de uma audiência de conciliação. O encontro, que ainda não tem data para ocorrer, serve para que as partes escolham qual o método de solução da questão, se por arbitragem ou por mediação. Caso as partes não consigam chegar a um acordo, a Justiça pode definir qual o caminho a seguir.

A ação, porém, continua parada: como a Kieppe entrou com um pedido de suspeição contra a juíza Maria de Lourdes, em maio, o caso ainda precisa ser analisado pelo TJ antes de o processo ter andamento.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.