Justiça condena executivos de distribuidora da Cisco

A Justiça Federal condenou seis empresários e executivos acusados de integrarem organização criminosa que importava produtos da Cisco Systems Inc., maior fabricante mundial de equipamentos para redes. Eles se valiam de mecanismos e empresas interpostas com a finalidade de ocultar a real importadora das mercadorias, a Mude Comércio e Serviços Ltda.

AE, Agencia Estado

23 de fevereiro de 2011 | 10h34

De acordo com a sentença, de 152 páginas, o montante das importações fraudulentas superou US$ 370 milhões. O juiz Luiz Renato Pacheco Chaves de Oliveira, da 5.ª Vara Federal, aplicou aos réus pena de 5 anos e dois meses de reclusão por contrabando/descaminho em 16 operações identificadas pela Operação Persona - missão integrada do Ministério Público Federal, Receita e Polícia Federal.

Foram condenados cinco dirigentes da Mude: Fernando Machado Grecco, José Roberto Pernomian Rodrigues, Marcelo Naoki Ikeda, Marcílio Palhares Lemos e Moacyr Alvaro Sampaio. Todos poderão apelar em liberdade, mas seus bens estão arrestados e ficam indisponíveis. Eles foram absolvidos da acusação de uso de documento falso e falsidade ideológica.

Outros seis executivos foram absolvidos de todas as acusações, entre eles Carlos Roberto Carnevali, ex-vice-presidente da Cisco do Brasil. Ele ficou sob custódia 54 dias. A PF atribuiu a Carnevali ligações com a Mude. O juiz concluiu que não ficou provado "de forma cabal" o suposto elo do investigado com a empresa. "Todas essas circunstâncias fazem com que o réu Carnevali deva ser absolvido, por ausência de elementos que comprovem a autoria delitiva, o absolvendo de todos os crimes de importação fraudulenta e de quadrilha ou bando", diz a sentença. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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