Justiça de MG proíbe caminhoneiro de bloquear estradas

Após o caos provocado com o bloqueio de várias estradas na sexta-feira, a Justiça Federal em Minas Gerais proibiu caminhoneiros de fazer interdições totais de rodovias federais que cortam o Estado. A categoria, que está em greve desde a quarta-feira (25), havia planejado novas manifestações nesta segunda-feira em Minas, Estado com maior malha viária do País, mas, com a determinação judicial, a situação ficou tranquila durante todo o dia, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

MARCELO PORTELA, Agencia Estado

30 de julho de 2012 | 19h27

A decisão contra o Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), responsável pela organização nacional da paralisação da categoria, foi expedida pelo juiz Pedro Pereira Pimenta, da 17ª Vara Federal em Minas, que atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e determinou multa diária de R$ 10 mil, além da possibilidade de responsabilização administrativa e penal dos envolvidos, em caso de descumprimento. O magistrado também proibiu os caminhoneiros de parar os veículos durante as manifestações próximo a viadutos e pontes, em curvas e outros locais "que dificultem a visão dos motoristas".

Na sexta-feira passada, segundo a PRF, pelo menos 40 quilômetros de congestionamentos foram registrados em estradas federais em Minas por causa dos protestos.

Sem-terra

Apesar de os caminhoneiros não terem promovido interdições de estradas em Minas na segunda-feira, quem passou pela BR-262 próximo a Córrego Dantas, no Triângulo Mineiro, precisou de paciência. Nesse caso, a interdição dos dois sentidos da rodovia foi feita, segundo a PRF, por cerca de 100 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que protestavam contra a lentidão da reforma agrária na região. O grupo queimou pneus para interditar a rodovia, que foi liberada no início da tarde após negociação com representantes da PRF, Polícia Militar e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

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