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Justiça de Mônaco ouvirá defesa de Cacciola

Ex-banqueiro apresentará defesa, mas expectativa é que permaneça preso.

Daniela Fernandes, BBC

18 de setembro de 2007 | 08h45

O ex-banqueiro Salvatore Cacciola vai ter uma audiência nesta terça-feira às 14h00 (10h00 em Brasília) no Palácio da Justiça de Mônaco considerada decisiva para o processo de extradição das autoridades brasileiras.O ex-dono do banco Marka está preso na penitenciária de Mônaco desde sábado e tinha um prazo de cinco dias, a contar do dia da detenção, para apresentar a sua defesa.Após a audiência, a Justiça de Mônaco vai decidir se ele vai ser libertado ou se continua em prisão preventiva até que o Brasil envie o pedido formal de extradição.A eventual libertação de Cacciola poderia permitir que ele tentasse retornar à Itália, onde esteve foragido desde que fugiu do Brasil, em 2000. A Itália tem se recusado a extraditá-lo ao Brasil.Na segunda-feira, o governo brasileiro enviou um documento à embaixada de Mônaco em Paris, no qual manifesta formalmente o interesse do Brasil na extradição de Cacciola.No pedido, o Brasil requer a prisão preventiva do ex-banqueiro para que ele seja extraditado.A embaixada brasileira em Paris enviou uma diplomata, a ministra-conselheira Maria Laura da Rocha, para acompanhar a audiência de Cacciola em Mônaco.A procuradora-geral de Mônaco, Annie Brunet-Fuster, disse à BBC Brasil que as chances do ex-banqueiro ser libertado nesta terça-feira são pequenas, mas existem.A procuradora avalia que se o Brasil cumprir o prazo normal de 20 dias para enviar o pedido de extradição, a decisão sobre o processo poderia ser anunciada em cerca de um mês."Normalmente a decisão do governo de Mônaco é muito rápida", disse a procuradora.Cacciola foi condenado em 2005 a 13 anos de prisão pela Justiça do Rio de Janeiro por crimes de peculato (utilização do cargo para apropriação de dinheiro) e gestão fraudulenta do banco Marka.Desde 2000, ele estava foragido na Itália. Cacciola é cidadão italiano naturalizado brasileiro e por isso sua extradição foi negada pelo governo italiano.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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