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Justiça de NY prolonga liminar favorável à Varig até 21 de julho

A Varig obteve nova vitória na Corte de Falências de Nova York, num momento crucial para a empresa. O juiz Robert Drain prorrogou a liminar que protege a empresa do arresto de aeronaves cujas dívidas de leasing e manutenção são anteriores a junho de 2005.Para permitir que os Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) façam o depósito de US$ 75 milhões ate sexta-feira, Drain prorrogou a liminar até 21 de julho. No entanto, caso o grupo de trabalhadores da Varig não consiga levantar os fundos necessários para fazer o depósito, então uma nova audiência ocorrerá na próxima quarta-feira, dia 28.Com relação às aeronaves que a Varig já parou de operar, o juiz Drain atendeu demanda dos credores e determinou ao advogado da empresa nos EUA, Rick Antonoff, que haja segurança física nos hangares brasileiros nos quais as aeronaves se encontram.O objetivo é garantir que não ocorra, por exemplo, retirada de peças, como reclama o advogado James Spiotto, que representa o US Bank e Wells Fargo. As aeronaves em questão estão paradas pois os credores obtiveram ordem de reposse em outras Cortes norte-americanas, ou na própria Corte de Falências de NY, para dívidas posteriores a junho de 2005.Sem estas aeronaves, a Varig informou, em comunicado, que foi "obrigada a implementar" uma adequação de sua malha de vôos, que inclui a suspensão temporária de algumas rotas nacionais e internacionais. A companhia esclarece que, entre os motivos da adequação está a negociação da companhia com empresas de leasing.Plano de contingênciaAlém do pedido para segurança dos hangares, os advogados dos credores da Varig demandaram a execução do Plano de Contingência para retorno de aeronaves. Contudo, o juiz Robert Drain determinou que o plano seja implementando apenas se o TGV não conseguir fazer o depósito de US$ 75 milhões até sexta-feira.Durante a audiência, que durou cerca de duas horas, os advogados dos credores mostraram fotos de partes danificadas de seus aviões e disseram que, apesar das declarações da Varig de que parou de operar mais de uma dezena de aviões dos credores, a aeronave da Wells Fargo continua voando. O primeiro passo do Plano de Contingência para retorno das aeronaves, disse o juiz, prevê que as aeronaves em terra tenham segurança física. A segunda etapa, completou o Drain, é a preparação para o retorno destas aeronaves.Aeronaves danificadasO advogado William Rochelle, representando a Mitsui, mostrou fotografias ao juiz de partes do avião de seu cliente que foram danificadas, como um painel em que há buracos em vez de instrumentos. "Eu recomendo que a Corte ordene que nenhuma parte seja removida de qualquer aeronave que já se encontra em terra. Estas aeronaves não estão em posse dos nossos clientes, assim, recomendo ainda que sejam colocados seguranças nos hangares para evitar que as partes sejam removidas", disse Rochelle ao juiz. Foi ele, representando a Willis Lease, que obteve a ordem de retorno das turbinas na Corte da Flórida.As queixas de "canibalização" estão sendo feitas há meses ao juiz Drain pelos advogados dos credores da Varig. Rochelle ainda reclamou que a empresa brasileira tem fornecido informações desencontradas ao longo do caso e demonstra falta de respeito aos credores.Os advogados dos credores argumentam que, mesmo com o depósito de US$ 75 milhões, seus prejuízos não serão aliviados. De fato, Drain reconheceu que os credores norte-americanos não estarão protegidos em relação às dívidas que a Varig tem acumuladas até junho de 2005, mesmo se a empresa conseguir o pagamento de US$ 75 milhões do TGV. Contudo, "Se os US$ 75 milhões não forem depositados ate sexta-feira, a Varig se compromete a implementar o plano de contingência", afirmou o juiz. Cancelamento de vôosOs passageiros da Varig estão levando até 30 horas para chegar a destinos que não requerem mais do que duas ou três horas de viagem. Muitos deles precisam pernoitar em mais de um lugar à espera de realocação de suas conexões. E a situação está se agravando nesta quarta-feira: até as 11h30 chegava a 162 o número de trechos de vôos cancelados, segundo a Infraero. Até o meio-dia, 53 vôos inteiros haviam sido cancelados.Em alguns casos, o prejuízo do passageiro é duplo pois, além do atraso, é preciso arcar com despesas de alimentação e hospedagem. No Aeroporto Internacional de Guarulhos, os guichês da Varig continuavam vazios e as salas de espera, lotadas, por volta das 12h30. A sala vip havia sido desativada.

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