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Justiça determina maior fiscalização do governo em frigoríficos

O Juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 1ª Vara Federal de Bauru expediu liminar determinando ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento a contratação de fiscais para a inspeção dos abatedouros de frango e a mudança do sistema de teste para a apuração do volume de água na carne colocada à venda. A medida, com prazo de 30 dias para execução, atende a pedido do procurador Pedro Antonio de Oliveira Machado, do Ministério Público Federal, que move ação onde propõe a responsabilização do Ministério da Agricultura pela existência de mercadorias irregulares nos pontos de venda.Machado vem apurando, há dois anos, o excesso de água nas carcaças de frango congelado. O nível máximo permitido é de 6%, mas foram encontrados frangos com mais de 20% de água, o que leva à suspeita de fraude. Segundo apurado, o Serviço de Inspeção Federal não dispõe de pessoal suficiente para fiscalizar todos os frigoríficos e, por isso, recorre a mão de obra paga pelo próprio fiscalizado. O drip test, que verifica apenas o frango congelado também é considerado ineficiente, e o MPF propõe a adoção de um método desenvolvido pelo professor Roberto de Oliveira Roça, da Unesp de Botucatu, que também se estende à carne resfriada.No mês passado, o Ministério da Agricultura divulgou uma relação de 103 frigoríficos de aves de todo o país, que receberam multas, de até R$ 25 mil, por excesso de hidratação na carne de franco. Os abatedores defendem-se, alegando dificuldade de controle e a adoção de novos critérios.

Agencia Estado,

20 de setembro de 2006 | 16h14

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