Justiça determina que Aneel reduza reajuste dado à Celpe

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fará amanhã, a pedido da Justiça, uma revisão nos índices de aumento das tarifas da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), que deverá resultar em um aumento menor do que o concedido no mês passado. A Aneel havia autorizado reajuste de 32,54% nas tarifas da distribuidora pernambucana, sendo que desse total 24,43% seriam aplicados neste ano e o restante em três parcelas, nos próximos três anos.O aumento, no entanto, foi suspenso pelo juiz Manoel Oliveira Erhardt, da 3ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco. Diante dessa decisão, a Aneel terá de recalcular o reajuste, desconsiderando os custos com a usina termelétrica Termopernambuco.O relator da matéria na Aneel é o diretor Isaac Averbuch, que apresentará parecer na reunião extraordinária da diretoria marcada para as 15 horas de amanhã. A distribuidora havia pedido inicialmente à Aneel um reajuste de 56,78%, mas acabou tendo que se contentar com um aumento menor, principalmente pela reação da população pernambucana, contra o reajuste.Cerca de 34% da energia distribuída pela Celpe são comprados da Termopernambuco, que pertence à Neoenergia, mesmo grupo controlador da distribuidora. O novo modelo do setor elétrico proíbe a compra de energia de empresas do mesmo grupo. Mas em 2001, quando o contrato foi feito, esse mecanismo era permitido.O megawatt/hora da energia comprada da Termopernambuco custa à Celpe R$ 137,00, muito acima do valor negociado no último leilão de energia, que foi de R$ 66 o megawatt/hora. Essa diferença de preços faz com que a energia comprada da Termopernambuco represente cerca de 50% do custo total da Celpe com a compra de energia.

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