Justiça do Rio adia decisão sobre recurso da fusão Varig/TAM

A Justiça do Rio adiou a decisão sobre o pedido de suspensão, pela Varig e pela TAM, da liminar que reconduziu Gilberto Rigoni à presidência do conselho da Fundação Ruben Berta (FRB) e inviabilizou a fusão entre as companhias. O desembargador Albano Mattos Correa, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, requisitou maiores informações a respeito do processo antes de emitir uma decisão. O pedido de suspensão da liminar, que favoreceu Rigoni, foi feito na segunda-feira pelas empresas. A decisão em favor do executivo, dada pela juíza Gisele Guida de Faria, da 2ª Vara Empresarial do Rio, invalidou a troca dos conselheiros FRB e anulou as decisões tomadas pelos acionistas desde 24 de maio, incluindo as relacionadas à fusão com a TAM. Propostas A bancada gaúcha no Congresso apresentou, ao Ministério da Defesa, proposta para que o governo avalie projetos alternativos à fusão das empresas de aviação comercial Varig e TAM. Os 14 deputados e três senadores que participaram da audiência com o ministro José Viegas disseram que há uma preocupação consensual entre eles no sentido de que seja preservada a marca Varig. Também apresentaram questionamentos a respeito da concentração de mercado por uma única empresa, das repercussões dessa situação para o consumidor e das demissões que seriam ocasionadas pela fusão. O senador Pedro Simon (PMDB) deixou claro seu propósito de reverter o processo de fusão Varig-TAM, de forma a que seja preservada a marca Varig. Ele argumentou que o processo de fusão prejudica o Rio Grande do Sul. "Não sei se o governo está favorecendo a TAM por ser paulista, mas não está, claramente, favorecendo a Varig porque ela é gaúcha", afirmou.

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