Justiça embarga bens de empresa ligada ao Banco Santos

O arresto dos bens da Investsantos, um dos braços do Banco Santos, foi decretado pelo juiz da 17ª Vara Cível da Capital, Carlos Dias Lopes, para garantir à Empresa Brasileira de Aeronáutica - Embraer - o recebimento de crédito de R$ 30 milhões. O arresto de bens é uma medida preventiva contra a empresa e foi decretado por ação cautelar (medida provisória), dado que existe a suspeita de que o devedor poderá desviar os seus bens, tornando-se insolvente. O crédito é representado por debêntures (títulos privados) emitidas pelo Investsantos com vencimento para 4 de novembro deste ano.O juiz indeferiu a extensão do arresto aos bens particulares dos sócios Edemar Cid Ferreira, Ary Cesar Gracioso Cordeiro, Álvaro Zuchelli Cabral, Ricardo Ferreira de Souza e Silva e Mario Arcangelo Martinelli. De acordo com o magistrado, os sócios da Investsantos também são controladores ou dirigentes do Banco Santos. Portanto, já estão com os seus bens pessoais bloqueados desde da intervenção decretada pelo Banco Central, sendo assim desnecessário o arresto.O Investsantos e os seus sócios não honraram o compromisso de recompra das debêntures, que deveria ter ocorrido a 6 de dezembro do ano passado. A Embraer sustenta que, após a intervenção no Banco Santos, e ante a notícia de fraudes, a Investsantos também passou a ter problemas de insolvabilidade. Surgiu então a suspeita de que as debêntures não tinham lastro para sua emissão. Além disso, o controlador do grupo, Edmar Cid Ferreira, teria se utilizado de "laranja" - especialmente familiares - para dar golpes na praça.

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