Justiça indisponibiliza patrimônio da Parmalat em Garanhuns

O juiz Edvaldo Palmeira, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Pernambuco, concedeu liminar nesta quinta-feira indisponibilizando o patrimônio da Parmalat, em Garanhuns, no interior do Estado. O pedido foi feito pelo advogado Antônio Campos, dentro de uma ação popular que já corria na justiça desde 1994 contra a privatização da Cilpe/Gisa, empresas estatais que foram adquiridas pela Parmalat.Segundo Campos, o objetivo da ação foi a de proteger os produtores de leite da região, diante da crise da multinacional italiana, que, no Brasil, deve US$ 1,8 bilhão. Ele frisou que a medida impede que a fábrica ? que processa metade do leite pernambucano - venha a ser desmontada por cobranças de credores. Para evitar prejuízos aos produtores, ele não pediu a indisponibilidade dos ativos financeiros da empresa, que poderia usar tal argumento para não pagar aos os fornecedores.A fábrica de Garanhuns reduziu pela metade o processamento de leite produzido no Estado, de acordo com cooperativas de produtores de leite da região. O motivo é a falta de pagamento aos fornecedores. Campos estima que o patrimônio físico da fábrica de Garanhuns representa em torno de R$ 30 milhões.Em Goiás, o presidente da Itambé, José Pereira, informou hoje que a empresa está recebendo 40 mil litros adicionais de leite por dia de produtores de Goiás que forneciam para a Parmalat. Ele avaliou que é muito difícil ampliar esta captação, porque isso significaria buscar o produto a uma longa distância, o que é inviável. Ainda assim, não bastaria aumentar a área de captação, pois a capacidade industrial está totalmente ocupada. Pereira considerou "remota" a hipótese de a Itambé adquirir ativos da Parmalat.

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