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Justiça intima viúva de acusado de fraudar o banco Noroeste

A Justiça da Inglaterra estabeleceu prazo até o dia 30 de julho para que a viúva do nigeriano Christian Anajemba, um dos principais envolvidos no desfalque de US$ 242 milhões no banco Noroeste, apresente a relação de bens do espólio de seu marido. ?Já descobrimos que cerca de US$ 120 milhões do desfalque passaram pelas mãos de Anajemba, mas não sabemos quanto deste dinheiro ficou em seu poder e quanto foi transferido para as mãos de terceiros?, informou nesta terça-feira, em São Paulo, o advogado Domingos Refinetti, contratado pelos ex-controladores do banco para investigar o desfalque. Refinetti estima que o espólio de Anajemba gire em torno de US$ 50 milhões a US$ 100 milhões. ?Assim que a relação destes bens for apresentada, poderemos investigar a origem deles e saber quanto do dinheiro do desfalque do Noroeste ficou mesmo nas mãos de Anajemba?, disse. O grupo de advogados que trabalha com Refinetti já conseguiu bloquear mais de US$ 20 milhões de Anajemba, divididos em depósitos bancários e propriedades nos Estados Unidos, Suíça e Reino Unido. Anajemba e os também nigerianos Emmanuel Odinigwe e Naresh Asnani são acusados de atuarem, junto com o ex-diretor da área Internacional do Noroeste, Nélson Sakagushi, na operação do desfalque, descoberta em 1977 quando o banco foi vendido para o Santander. De acordo com os ex-controladores do banco ? das famílias Cochrane e Simonsen ? Sakagushi idealizou o desfalque e se uniu aos nigerianos, integrantes de uma quadrilha internacional de lavagem de dinheiro. Anajemba foi assassinado em circunstâncias misteriosas, na cidade de Lagos, na Nigéria, há dois anos. O inquérito sobre a morte foi encerrado pelas autoridades nigerianas sem chegar a conclusão. A investigação sobre o desfalque do Noroeste foi chamada pelas autoridades financeiras da Inglaterra de ?a maior operação de lavagem de dinheiro do mundo?.

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