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Justiça liberta acusados de adulterar leite

Apenas responsável pela cooperativa continua detido e pode ser libertado nos próximos cinco dias

Guto Silveira, do Estadão,

27 de outubro de 2007 | 16h02

O juiz Alexandre Henry Alves, da 1.ª Vara Federal de Uberaba, determinou a libertação de cinco dos seis presos na última segunda-feira pela Operação Ouro Branco, que denunciou a adição de substâncias químicas não permitidas ao leite longa-vida, o que o tornava impróprio para consumo.    Veja também: Leite adulterado é caso isolado, diz Anvisa   Apenas o diretor-presidente da Cooperativa de Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Copervale), responsável pela fabricação e distribuição do leite integral Centenário, Luiz Gualberto Ribeiro Ferreira, continua preso. Ele teve a prisão temporária prorrogada por mais cinco dias.   Foram libertados na noite de sexta-feira, 26, e madrugada deste sábado o chefe do serviço de operacionalização da Copervale, Romes Monteiro Fonseca, o funcionário do Serviço de Inspeção Federal (SIF), Afonso Antonio da Silva, os diretores da Cooperativa, Luiz Ricardo Freire Resende e José Afonso de Freitas, e o químico Pedro Renato Borges, acusado de elaborar a fórmula da adulteração do leite.   O pedido para a prorrogação da prisão temporária foi feito para o químico e para o presidente da Copervale, mas o juiz prorrogou apenas a prisão deste último, acusado de determinar a adulteração do leite longa vida, com a adição de soda cáustica, água oxigenada e soro. A polícia suspeita que o químico estaria vendendo a fórmula usada na adulteração.   Romes Monteiro, o primeiro a deixar a penitenciária na noite de sexta-feira, não quis falar com a imprensa. Mas, segundo seus advogados (teve cinco em uma semana), ele teria colaborado com as investigações e acusado o presidente da Copervale de determinar a adulteração.

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