Justiça liberta ex-operadores do Santander

O Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo concedeu liminar no pedido de habeas corpus em favor dos dois ex-operadores do Banco Santander, Marcos Aylon Leão Luz e Roberto Cantoni Rosa, acusados de realizar operações fraudulentas que teriam causado um rombo de US$ 1,9 milhão na Tesouraria do banco.No pedido de habeas corpus, os advogados argumentam que os dois têm endereço fixo, que trata-se de crime de estelionato, e que a prisão "não se justifica". Os dois deverão responder ao processo em liberdade. "Cantoni Rosa, inclusive, apresentou-se espontaneamente à polícia quando soube da ordem de prisão", argumenta o advogado Fernando Castelo Branco.A liminar foi concedida na quinta feira e os dois foram libertados nos final de semana. Luz e Rosa foram presos no dia 18 de fevereiro, juntamente com o também ex-operador Lincoln Dias Miranda, depois que o banco os acusou das fraudes nas mesas de operação.Miranda foi colocado em liberdade dez dias depois por determinação do juiz Marcos Zilli, do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo). Zilli não viu, nos autos do inquérito policial em andamento na Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic), nenhum indício de provas contra Miranda nas acusações feitas pelo banco. As supostas fraudes teriam ocorrido a partir de agosto do ano passado. Miranda já não trabalhava no Santander desde junho.Em seu depoimento na polícia, os ex-operadores negaram as fraudes e disseram que foram acusados depois de brigar com o superior imediato deles na mesa de operações do banco, Benedito César Luciano. Segundo os dois, eles vinham maquiando resultados nas operações, por ordem de Luciano, para que o balanço do banco apresentasse um lucro menor. Quando decidiram não fazer mais estas operações, teriam começado a sofrer represálias."Eles têm o maior interesse em responder ao processo, porque agora vão ser ouvidos por autoridade judicial competente, e não pela polícia às 4h da manhã, como aconteceu em seu primeiro depoimento. Eles querem explicar as operações", afirma Castelo Branco.

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