Justiça limita greve dos bancários

Caso a greve dos bancários continue, a parcela de funcionários parados deve se limitar a 30% do total de cada agência. Esta foi a decisão, por meio de liminar, do juiz Pedro Paulo Teixeira Manus, vice-presidente Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP), no Dissídio Coletivo de Greve ajuizado pelo Ministério Público do Trabalho.De acordo com o juiz Manus, o objetivo da decisão é garantir o acesso da população às agências e serviços bancários. A liminar também determina o retorno ao serviço de todos os trabalhadores dos centros administrativos e tecnológicos do bancos, "a fim de viabilizar o funcionamento das agências e serviços". Em caso de descumprimento, o vice-presidente Judicial do TRT-SP fixou multa diária de R$ 200 mil.Fim da greve em Porto AlegreOs funcionários dos bancos privados de Porto Alegre e região metropolitana encerraram hoje a greve. Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários da capital gaúcha, Jailson Bueno Prodes, em assembléia realizada pela manhã, os bancários aceitaram a proposta, de 6% de aumento, oferecida pelas instituições, e retornaram ao trabalho, após seis dias de paralisação. Já os bancários da Caixa Econômica Federal continuam em greve e realizam assembléia nesta tarde para definir se mantêm a paralisação. O superintendente da Caixa no Rio Grande do Sul, Valdemir Colla, espera que os bancários aceitem o reajuste oferecido pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e retomem suas atividades. No Rio Grande do Sul, a greve dos bancários foi maior nas agências privadas e da Caixa localizadas na capital e nas grandes cidades do interior. Nos municípios menores, o funcionamento dos bancos continuou normal durante a paralisação.Na Caixa, onde há grande adesão dos trabalhadores, o movimento já causa transtornos à população, principalmente para os que precisam encaminhar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), solicitar o seguro desemprego ou receber benefícios sociais.

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