-15%

E-Investidor: como a queda do PIB afeta o mercado financeiro

Justiça mantém demissão na Embraer mas julga cortes abusivos

Justiça do trabalho também impôs à Embraer o pagamento de indenização extra aos demitidos

Carmen Munari, da Reuters,

18 de março de 2009 | 20h21

O Tribunal Regional do Trabalho de Campinas (SP) manteve, em julgamento nesta quarta-feira, as demissões de trabalhadores realizadas pela Embraer, mas considerou os cortes abusivos, por falta de negociação prévia da fabricante de aeronaves com o sindicato.

 

A Justiça do trabalho também impôs à Embraer o pagamento de indenização extra aos demitidos. Pela sentença, a Embraer terá de pagar mais dois avisos prévios a cada empregado demitido, limitando o pagamento a R$ 7 mil.

 

Também deverá garantir o plano de assistência médica por 12 meses, a contar de 13 de março, data do fim da liminar que suspendia as demissões.

 

O julgamento acontece após duas audiências de conciliação conduzidas pelo TRT, em que não houve acordo entre a Embraer e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), sede da empresa. As duas medidas impostas à Embraer já haviam sido propostas pela empresa nestas audiências, mas não foram aceitas pelos trabalhadores.

 

O sindicato informou que vai recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho "por acreditar que no julgamento não foi considerada a nulidade das demissões, que era o objeto de fato da ação". O julgamento, com a presença de nove desembargadores, foi acompanhado na plateia por cerca de 150 trabalhadores demitidos.

 

As demissões, anunciadas em 19 de fevereiro, atingiram 4.200 trabalhadores, o correspondente a 20 por cento dos empregados da fabricante de aeronaves, uma das maiores do mundo. A empresa alegou redução de encomendas em função da crise financeira global.

 

Foi a maior demissão em massa de uma companhia brasileira desde o agravamento da crise financeira global, em setembro passado. O corte teve impacto no desempenho do emprego das indústrias paulistas de fevereiro, que fechou o mês com 43 mil postos de trabalho a menos.

Tudo o que sabemos sobre:
Embraer

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.