Justiça nega fim de sociedade em subsidiária da VarigLog

Acionistas brasileiros queriam a dissolução da sociedade com fundo norte-americano na Volo do Brasil

Alberto Komatsu, de O Estado de S. Paulo,

28 de dezembro de 2007 | 19h19

A disputa judicial entre os acionistas da VarigLog ganhou nesta semana mais um capítulo. Na quinta-feira, a 17ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo negou um pedido dos brasileiros Marco Antonio Audi, Marcos Haftel e Luiz Eduardo Gallo para a dissolução da sociedade com o fundo americano de investimentos Matlin Patterson, que detém participação de 20% no capital total da ex-subsidiária de cargas da Varig. Os três acionistas brasileiros e o Matlin Patterson integram a Volo do Brasil, controladora da VarigLog, que em abril vendeu a Varig para a Gol por US$ 320 milhões. Em sua decisão, a Justiça paulista indica que os sócios brasileiros não tinham dinheiro para constituírem a Volo do Brasil. A VarigLog foi procurada, mas não foi encontrada para se pronunciar. "No contexto, a situação parece ser a seguinte: os autores, sem, a princípio, lastro financeiro, associaram-se à constituição da sociedade, e, agora prevalecendo-se de argumentos desconsiderados à época correta e eticamente incompreensíveis (empréstimos que sabiam que não seriam exigidos) querem excluir o capital estrangeiro especulativo, cuja retirada está prevista para daqui alguns anos, e ficar com todo dinheiro aportado", afirma o juiz José Paulo Camargo Magano, em sua decisão proferida no dia 27, mas com publicação prevista para o dia 7 de janeiro. No início de outubro, o Matlin Patterson obteve na Justiça o bloqueio de uma conta na Suíça para onde os três acionistas brasileiros teriam enviado US$ 98 milhões pagos à vista pela Gol pela compra da Varig, que o Matlin alega que já deveriam ter sido devolvidos. Nessa conta, restariam US$ 85 milhões, segundo uma fonte próxima ao duelo judicial. O processo corre em segredo de Justiça.  Leasing A empresa de arrendamento de aviões (leasing) Wells Fargo recorreu na quinta-feira de um agravo judicial da VarigLog que impediu a reintegração de posse de quatro aeronaves da Boeing, modelo 767. A VarigLog deve em torno de R$ 2 milhões de leasing por essas aeronaves, sendo que depositou a primeira parcela em juízo e já está devendo a segunda parcela. No início de dezembro, a Wells Fargo já obteve na Justiça a reintegração de outro 767, em Miami.

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