Justiça obriga Porto de Paranaguá a liberar soja transgênica

O Porto de Paranaguá (PR) está sujeito a uma multa de R$ 5 mil por dia, desde o final da tarde de terça-feira, após uma decisão judicial que obriga o porto a liberar a movimentação de soja transgênica nos terminais. Foi determinado que o porto receba as cargas geneticamente modificadas e faça o embarque nos navios. Pelo menos 15 carretas que aguardavam em postos de gasolina o sinal verde para entregar a soja transgênica em terminais da área portuária entraram no pátio de triagem do Porto de Paranaguá no início da manhã de terça-feira e, sem sucesso, passaram o dia aguardando a liberação para descarga. A administração do Porto em Paranaguá informou que estuda medidas para obedecer o mais rápido possível a decisão judicial. Antes de serem autorizados pelos terminais para entrar no pátio, os caminhoneiros receberam cópias do mandado judicial que determina à Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) a liberação da movimentação do produto dentro da área portuária. Um grupo de motoristas havia formado uma espécie de caravana que retirou a soja em Dourados (MS) para entregá-la no terminal da Cargill em Paranaguá. Outras empresas, como a Cotriguaçu, também tinham caminhões com os grãos geneticamente modificados à espera da permissão para entrar no porto. As cargas foram refugadas a partir de sexta-feira porque não apresentaram o laudo indicando que não continham transgênicos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.