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Justiça pede investigação de juiz por fraude contra Eletrobrás

A 2ª Vara Federal de Curitiba enviou nesta sexta-feira ao Tribunal de Justiça do Paraná peças de um processo para que seja avaliado "eventual envolvimento criminal" do juiz Sidney Francisco Martins, da 2ª Vara Cível da Justiça Estadual de Cascavel, no caso das supostas tentativas de fraude contra a Eletrobrás. A justiça também decretou nova prisão preventiva contra os advogados João Bosco de Souza Coutinho, Michel Saliba Oliveira, José Lagana e Silvio Carlos Cavagnari, além do funcionário do escritório de Oliveira, João Marciano Odppis.De acordo com uma nota da Justiça Federal, o fato que levou à decretação da nova prisão foi a apreensão com Coutinho, terça-feira, do fax de uma carta precatória emitida no dia 9 pelo juiz Martins, de Cascavel, tendo como imprecados juízos das comarcas de Brasília, São Paulo, Curitiba ou Rio de Janeiro, para busca e apreensão de pouco mais de R$ 100 milhões em qualquer agência do Banco do Brasil e transferência imediata a contas indicadas pelo autor da ação.De acordo com a Justiça Federal, a ação foi proposta no dia dois em nome de Washington Marques de Souza, pessoa ainda desconhecida, e com base em supostos títulos da Eletrobrás de 1965 a 1967. A sentença foi proferida no dia 3. A Justiça acredita que Coutinho, preso no aeroporto de Recife, pretendia ir a Curitiba no dia de sua prisão. O advogado de Coutinho, Cláudio Daledone Júnior, disse que a existência de um fax na pasta de seu cliente "não constitui crime. A princípio tenho isso como frágil", acentuou.Os outros advogados, o funcionário do escritório de advocacia e Paulo Sampaio, suposto intermediário, também foram presos na terça-feira e permanecem em celas na Polícia Federal. Daledone Júnior, que defende outros dois acusados, disse que pretende entrar com pedido de habeas corpus na próxima semana. Além da prisão, os policiais apreenderam ainda várias armas e US$ 50 mil em dinheiro que se acredita poderia ser utilizado para tentar aliciar gerentes do Banco do Brasil.Segundo a polícia, os advogados entravam na Justiça com pedido de ordem judicial para pagamento de títulos da Eletrobrás e da Petrobrás, que já estão vencidos. Algumas decisões eram favoráveis e, com elas em mãos, iam a gerentes do Banco do Brasil tentando aliciá-los com oferecimento de propina de até US$ 1 milhão para que eles liberassem o dinheiro sem passar pelos trâmites normais do banco. Segundo a polícia, não há informação de que algum gerente tenha aceito o suborno. Eles foram acusados de formação de quadrilha, corrupção ativa, tentativa de crime contra o sistema financeiro, tráfico de influência e estelionato.

Agencia Estado,

18 de fevereiro de 2005 | 21h08

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