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Kaiser espera baixar custos em 9% com fechamento de fábricas

A Kaiser projeta redução de custos de 9% este ano, entre logística e produção, com o fechamento das unidades de Getúlio Vargas (RS), Camaçari (BA) e Divinópolis (MG). A empresa investirá R$ 65 milhões até março do próximo ano na reestruturação de sua produção, tornando a logística mais eficiente e o produto mais competitivo no mercado. "A empresa dá início a um arrojado plano de competitividade, com vistas a crescer acima do mercado e fortalecer as marcas Kaiser e Bavaria no País", informou o vice-presidente de operações da Kaiser, Augusto Cesar Parada. Para este ano, a meta da companhia é incrementar o volume produzido em 4% em relação a 2001, atingindo 1,5 bilhão de litros, enquanto o faturamento deve saltar de R$ 1,6 bilhão para R$ 2 bilhões, na mesma comparação.A implementação do "novo mapa de produção", como foi batizado o projeto, permitirá à companhia somar as potencialidades da Kaiser e da Bavaria, agora unidas na nova Cervejarias Kaiser Brasil. "O resultado será um ganho de escala e aumento de produção, que dará à empresa maiores condições de enfrentar a concorrência e continuar crescendo acima do mercado", disse. Competitividade - O cerne do novo plano prevê a realocação de parte da produção para fábricas próximas aos mercados com maior potencial de crescimento. Isso permitirá que a Kaiser Pilsen, carro-chefe da companhia, ganhe maior competitividade em regiões como Norte e Centro-Oeste, mercados antes abastecidos com produção das unidades de Pacatuba (CE) e Divinópolis (MG). Agora, a empresa contará com as fábricas de Manaus e Cuiabá, que trabalhavam apenas o mix Bavaria. "O novo portfólio Kaiser nestas unidades fará com que a produção cresça quase dez vezes, alcançando 85 milhões de litros anuais, 25 milhões e 60 milhões em Manaus e Cuiabá, respectivamente", disse o executivo. Ele acrescentou que, com a mesma estratégia, a Bavaria terá incremento de produção em mercados onde sua performance ainda estava muito abaixo do seu potencial. Com a remodelação, as nove fábricas da empresa - em Manaus (AM); Cuiabá (MT); Pacatuba (CE); Jacareí e Araraquara, em São Paulo; Gravataí (RS), Ponta Grossa (PR), Queimados (RJ) e Feira de Santana (BA) - absorverão todos investimentos para ampliação da produção e ganhos de eficiência em logística até março próximo. As unidades vão absorver as produções de Getúlio Vargas, Camaçari e Divinópolis, que se tornaram ineficientes logística e economicamente dentro do novo cenário da empresa. "Alguns equipamentos serão reutilizados", informou ao acrescentar que, sobre os imóveis, nenhuma decisão foi tomada até o momento. Dos 404 funcionários empregados nas três unidades desativadas, 90% já aderiram ao pacote de benefícios oferecido pela companhia. A unidade de Ribeirão Preto, que será redimensionada para produzir chope e cerveja em lata, teve de abrir mão de 53 colaboradores. Em contrapartida, a empresa vai criar 207 vagas nas unidades que terão aumento de produção. A unidade de Queimados, por exemplo, terá elevação de 47% na produção. Nos Estados do Rio Grande do Sul e Bahia, as fábricas de Gravataí e de Feira de Santana terão seu volume ampliado em 15% e 18%, respectivamente. No Rio Grande do Sul, a principal meta da Kaiser é fortalecer a Bavaria, alocando a produção na moderna fábrica de Gravataí, que já tem o certificado ISO 9000 e elevado grau de eficiência e produtividade. Esta unidade vai elevar a sua produção para absorver o volume de Getúlio Vargas.

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