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Kátia Abreu diz que BNDES liberou R$ 200 mi para frigorífico

Recursos liberados ao Independência serão destinados ao pagamento de fornecederores de animais à empresa

Gustavo Porto, da Agência Estado,

27 de março de 2009 | 10h39

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), afirmou nesta sexta-feira, 27, que o Banco Nacional de Desenvolvimento econômico (BNDES) já liberou a carta de crédito de R$ 200 milhões para que o Banco do Brasil possa realizar operações de empréstimo ao Frigorífico Independência SA.

 

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Segundo a senadora, os recursos serão destinados exclusivamente ao pagamento dos pecuaristas que forneceram animais para a empresa. "A condição é essa. O dinheiro é carimbado", disse ela. Indaga se esta exclusividade poderia ter algum entrave jurídico dentro do processo de recuperação judicial da empresa, Kátia Abreu disse que o que pode acontecer no caminho é inflamar os outros credores. "Mas sobre isto não posso opinar", concluiu.

 

Ela relatou que na quinta à noite conversou sobre o assunto com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, o qual disse que a operação deve ser anunciada até a próxima semana. Ela disse que a liberação pelo Banco do Brasil depende apenas das garantias que o Independência apresentará à instituição financeira. "O frigorífico tem três plantas industriais sem nenhum ônus, que deverão ser oferecidas como garantia."

 

A senadora disse que ainda que conversou com os proprietários do Independência e que a intenção deles seria reabrir aos poucos as plantas indústrias de abate e desossa que estão fechadas desde que a empresa entrou com o pedido de recuperação judicial, no dia 2 de março. "É importante que isto aconteça, porque o Independência é uma empresa que tem credibilidade junto aos pecuaristas", afirmou a senadora.

 

O Independência anunciou nesta semana o fechamento de cinco plantas, com o a demissão de 4,8 mil 4,8 mil funcionários. Na última quarta-feira, o Independência encerrou as atividades na unidade de abate e desossa de Confresa (MT), na unidade de produção de charque em Pires do Rio (GO) e na unidade de abate e desossa em Nova Andradina (MT). Na terça, a empresa encerrou atividades em Senador Canedo (GO) e em Anastácio (MS). A empresa também ajustou operações, com demissões, nas unidades em Santana do Parnaíba (SP), Janaúba (MG), Rolim de Moura (RO), além das unidades mato-grossenses de Pontes e Lacerda, Juína e Colíder. Todas as unidades não operam desde o pedido de recuperação judicial.

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