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Kawall afirma que governo continuará ampliando reservas

O secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, afirmou nesta segunda-feira que, apesar de o País ter alcançado um nível recorde de reservas, a intenção do governo é a de manter este trabalho de recomposição. "Podemos continuar recompondo. Não tempos ainda, por exemplo, um nível de reservas que se iguale à dívida externa total do País, como acontece com outros países", ilustrou ao acrescentar que este patamar de igualdade com a dívida externa total não é alguma meta a ser atingida. Kawall lembrou que tal recomposição traz fundamentos importantes para o País, inclusive no próprio custo de administração destas reservas. "Não podemos querer ter um monte de benefícios sem custo nenhum. É prematuro interrompermos o desenvolvimento desta estratégia de recomposição", afirmou ele, após participar da 46ª Assembléia Geral da Federação Mundial de Bolsas (WFE, na sigla em inglês), que acontece nesta segunda e terça-feira em São Paulo.Questionado se o Tesouro teria preferência por emissões de títulos da dívida soberana denominada em reais, a exemplo da última operação, Kawall respondeu que a opção do governo é por emissões "qualitativas", ou seja, que, de alguma maneira, contribuam com a melhora no perfil da dívida pública.Neste sentido, o secretário destacou que o volume de papéis captados em reais ainda é incipiente e que pode, portanto, ser uma um importante canal de captação, já que há demanda de investidores. "A demanda por papéis em dólares ainda é maior. Mas notamos um aumento visível por papéis denominados em moeda local, por exemplo, de investidores asiáticos."Com uma referência mais forte para a dívida interna, acrescentou Kawall, o Tesouro poderá, inclusive, alongar o prazo de alguns de seus papéis prefixados no mercado. "Hoje, já colocamos NTN-F (títulos prefixados) com vencimento em 2012 e 2014. Pode ser que no ano que vem a gente coloque uma NTN-F com vencimento em 2017", disse. Isso dependerá, segundo ele, essencialmente da demanda dos investidores por este tipo de papel e, sobretudo, da migração de uma cultura dos fundos de investimento ainda fortemente calcada no CDI (juros pós-fixados) para outros índices de referência.

Agencia Estado,

16 de outubro de 2006 | 17h25

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