Kawall avalia que cenário externo pode levar Brasil a crescer 4%

O diretor do BNDES, Carlos Kawall, acredita que o cenário externo ainda será favorável para o Brasil neste ano. Ao contrário da maioria dos economistas do mercado, que prevêem crescimento econômico de 3,5% em 2005, ele vê perspectivas de que a expansão ultrapasse 4%. Para Kawall, a economia americana continuará aquecida, com crescimento entre 3% a 3,5%, e a hipótese de uma mudança cambial na China seria benéfica, tanto à economia internacional como para o Brasil. Ao contrário dos críticos que afirmam que o Brasil não está aproveitando este bom momento da economia, o diretor do BNDES acredita que o atual governo soube tirar proveito dessa situação com "progressos espantosos" que levaram à redução da vulnerabilidade externa do País. Kawall citou como exemplo o indicador que mede a relação entre dívida externa e exportações, que passou de 4 para 1 no final de 1998 para 2 para 1 no final do ano passado. A expectativa é de que esse número alcance 1 para 1 entre 2006 e 2007, que é o mesmo nível que a Rússia e o México tinham quando foram alçados à categoria de "nível de investimento" pelas agências de classificação de risco. "Essa situação reduz o peso de um ciclo de aperto monetário norte-americano", afirmou Kawall, lembrando também que o atual cenário é bem diferente do que o vivido, por exemplo, no início dos anos 90, quando a taxa de juros de longo prazo norte-americana chegou a 8% ao ano. "Não vejo o cenário internacional como uma ameaça que nos aguarda na próxima esquina."

Agencia Estado,

19 Maio 2005 | 18h21

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