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Kia-Hyundai discutem dívida da empresa com Brasil

Representantes da Kia-Hyundai reúnem-se amanhã com o secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Roberto Giannetti da Fonseca, para discutir a dívida da Kia com o governo federal, que chega a cerca de US$ 210 mi. "Poderemos chegar a uma conclusão", disse o secretário à AE. "O presidente Fernando Henrique quer dar logo uma resposta sobre o problema ao presidente da Coréia", acrescentou. A dívida da Kia surgiu quando a empresa entrou no programa automotivo brasileiro para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. As montadoras interessadas em fabricar automóveis nessas regiões tiveram direito a importações beneficiadas, porém assumindo compromissos de exportação. A Kia importou veículos prontos, mas não instalou sua fábrica, porque foi colhida no meio do caminho pela crise da Ásia. A empresa quebrou sem cumprir sua cota de exportação e, por isso, ficou em débito com o governo brasileiro. Ela foi comprada pela Hyundai, que herdou a dívida. Agora, a Hyundai pretende investir US$ 150 mi em uma nova fábrica, na Bahia, mas, para isso, quer prorrogação do prazo para cumprir a cota de exportação e novos incentivos fiscais durante esse período. "Isso só será possível se eles nos trouxerem uma proposta muito criativa de investimento e uma boa saída jurídica", comentou Giannetti. "Não podemos dar a eles um tratamento privilegiado, pois já punimos outras empresas na mesma situação."

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2001 | 18h46

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