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Kirchner admite que fábrica da Botnia pode ficar no Uruguai

Pela primeira vez, presidente argentino admite não transferir a fábrica do Uruguai para a Argentina

Marina Guimarães, Agência Estado,

28 de setembro de 2007 | 15h30

O presidente Néstor Kirchner reconheceu que a fábrica de celulose da finlandesa Botnia não será transferida e dá a entender que a Argentina desiste de reivindicar essa mudança para resolver o conflito que mantém com o Uruguai há três anos.  "A fábrica já está aí. Não há mais nada a fazer, além de esperar a (decisão) de Haia (o Tribunal Internacional de Justiça)", afirmou Kirchner durante conversa informal com jornalistas argentinos em Nova York, onde participou da assembléia das Nações Unidas e outros compromissos, de acordo com o jornal Clarín. "Para mim, (o conflito), será resolvido. Temos que acatar a sentença", completou Kirchner. Essa foi a primeira vez que o governo argentino admitiu a hipótese de não insistir na transferência da fábrica das margens do rio Uruguai, na pequena cidade uruguaia de Fray Bentos, para a cidade argentina Gualeyguachú. O diálogo entre os dois países está fechado há dois anos, assim como a principal ponte internacional que liga as duas fronteiras, como protesto dos ambientalistas. O conflito conta com o rei da Espanha, Juan Carlos, como mediador  As declarações do presidente Kirchner foram feitas horas antes da reunião entre as delegações de ambos os países, também em Nova York. Porém, nesta sexta-feira, o chefe de Gabinete da Presidência da Argentina, Alberto Fernández, deixou claro que não sairá nenhuma decisão sobre o conflito dessa reunião. O governo argentino considera que o diálogo deste sábado "tem um limite" porque até agora "não houve acordo". Fernández também explicou que a declaração do presidente "não foi um gesto de resignação", mas sim de que "não nos resta outra solução, a não ser esperar a decisão da Corte de Haia". Fernández pediu ainda para que os ambientalistas de Gualeguaychú "trabalhem com prudência" porque o governo "não arriou a bandeira e a Argentina vai continuar levando adiante sua proposta". Ele admite que na reunião deste sábado "não poderemos resolver o problema". Divergências A Argentina é contra a instalação e o funcionamento da fábrica finlandesa às margens do rio que compartilha com o Uruguai porque acredita que vai contaminar o meio ambiente. Por isso, pede a sua transferência para outra região. Já o governo uruguaio defende a fábrica, pois afirma que todos os estudos ambientais foram realizados e propõe a formação de uma comissão conjunta de monitoramento.  O investimento da Botnia é de US$ 1,2 bi, o maior que o Uruguai já recebeu. Além disso, a fábrica já está pronta e em fase de testes para a sua inauguração prevista, inicialmente, para outubro. Mas como as eleições presidenciais da Argentina serão realizadas no dia 28 de outubro, a inauguração seria adiada, evitando problemas eleitorais para o governo argentino. A instalação da fábrica desperta grandes resistências entre os ambientalistas e simpatizantes de movimentos ecológicos da Argentina, o que provocaria alguns votos a menos para a candidata governista, a senadora Cristina Fernández de Kirchner.

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