Kirchner anuncia plano contra a fome na Argentina

O presidente Néstor Kirchner e a ministra de Desenvolvimento Social, Alícia Kirchner, lançaram oficialmente o programa de combate à fome na Argentina, denominado A fome mais urgente. O plano foi elaborado a partir de uma iniciativa de várias organizações não governamentais, que vêm realizando uma campanha com o mesmo nome junto à sociedade para a coleta e distribuição de alimentos à população que vive abaixo da linha de pobreza. "Neste mundo, as políticas sociais são o caminho a seguir para se conseguir algo. O governo nacional decidiu tomar as rédeas no assunto e falar de uma rede geral de políticas sociais que serão desenvolvidas em todo o país, a partir do convênio de trabalho, de compromisso, e assentadas em três planos: um plano nacional de segurança alimentar, ´a fome mais urgente´; um plano de desenvolvimento local, e o plano nacional da família", explicou a ministra e irmã do presidente, Alicia Kirchner. Ela detalhou que o plano de segurança alimentar será dirigido às famílias mais vulneráveis, aos menores de 14 anos, às pessoas portadoras de deficiência, grávidas e aos idosos pobres. Para o presidente Kirchner, "é uma iniciativa que marca as prioridades que a sociedade argentina tem que ter", e neste sentido, aproveitou para dar uma estocada nos empresários concessionários de serviços públicos e banqueiros. "Há pequenos grupos muito mal acostumados no país, que impunham seus interesses". Kirchner afirmou que se movimenta "com total independência" em relação a estes grupos. "Nós sabemos até onde temos que orientar o país economicamente, com independência. Não viemos para deixar nossas convicções na porta de entrada da Casa Rosada. Trabalharemos fortemente com as visões que queremos para o país", afirmou. "Este programa tem que chegar a todos os setores do país. Temos que afastar-nos de qualquer tentação clientelista. Vamos terminar com uma fragmentação e o vamos fazer com uma grande convicção, com grande solidariedade, deixando de lado aqueles vícios que tanto estrago nos têm feito". O plano será controlado por diferentes organizações não governamentais (ONG) para que não se produzam irregularidades, informou o governo.

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