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Kirchner baixa medida que repatria fundos aplicados no Brasil

Governo argentino obrigará administradoras a retirarem 80% dos investimentos no País

Marina Guimarães, da Agência Estado,

18 de outubro de 2007 | 17h39

O governo argentino vai anunciar nesta quinta-feira, 18, medida que obrigará as Administradoras de Fundos de Aposentadorias e Pensões (AFJP) a repatriar 8 bilhões de pesos (aproximadamente R$ 4,6 bilhões) de seus filiados que estão investidos no Brasil.   Este é mais um forte golpe de efeito do presidente Néstor Kirchner para a campanha eleitoral na Argentina, o último ato antes das eleições de 28 de outubro.   A cifra representa 80% do dinheiro que o sistema de capitalização tem no País, segundo o presidente da AFJP, Sebastián Palla. A medida atingirá o dinheiro aplicado em cerca de 40 fundos comuns de investimentos no Brasil.   A partir de agora, as aplicações em ativos nos países do Mercosul serão contabilizadas como investimento estrangeiro. Até o momento, a legislação permite que as AFJP tenham um tope de 10% do total de sua carteira para destinar à compra de ativos do estrangeiro.   Na medida vigente, os países sócios são considerados locais. Isso permite às AFJP ter até 20% do total da carteira em fundos comuns de investimento aplicados no exterior.   A nova norma dará o prazo de um ano para que as administradores retornem os fundos. O objetivo é evitar um impacto no mercado de câmbio. Além disso, elas terão de deixar de aplicar recursos nesses fundos brasileiros.   Nos últimos 40 dias, foram enviados US$ 40 milhões ao Brasil, segundo estimativas do Ministério de Economia. As AFJP informam que nos últimos quatro meses houve mais vendas do que compras.   As administradoras enfrentam uma polêmica regulamentação que proíbe canalizar qualquer investimento em ativo nominado em moeda cujo país emissor não seja grau de investimento, exceto os da Argentina. Assim, a única forma de investir no Brasil era através desse instrumento.   As AFJP administram um total de 92 bilhões de pesos (cerca de R$ 28,9 bilhões) em suas carteiras. Desse valor, 11,6% estão destinados aos fundos comuns de investimento, tanto locais como estrangeiros.   Embora Kirchner queira obrigar os fundos de pensão a repatriar o dinheiro aplicado no Brasil, o presidente nunca conseguiu explicar o envio para fora do país de mais de US$ 500 milhões quando era governador de Santa Cruz, pouco antes de ser eleito presidente. O dinheiro nunca voltou ao país, nem os juros correspondentes.

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