Kirchner culpa organismos internacionais por "decadência"

O presidente Néstor Kirchner culpou hoje os organismos internacionais pela "etapa de decadência" sofrida pela Argentina, e os criticou por terem "passeado com o ex-presidente Carlos Menem por todo o mundo, exibindo-o como um exemplo de políticas econômicas". Durante sua exposição na cúpula de governos progressistas da chamada Terceira Via, em Surrey, na Inglaterra, o presidente Kirchner também disse que "a Argentina está em um caminho de reconstrução e de recuperação da confiança internacional". Kirchner destacou que o país "está recuperando suas cifras de exportação e importação, está reduzindo os índices de pobreza e indigência e está reconstruindo-se institucionalmente". O presidente garantiu aos 13 presidentes reunidos na cúpula, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a Argentina sairá da situação de moratória, mas advertiu que o fará "sobre a base de um programa sustentável". Néstor Kirchner destacou ainda que o momento atual é de "uma grande oportunidade para desenvolver ao máximo a integração da América Latina e associar-se equitativamente com a União Européia". Em sua primeira viagem à Europa, Néstor Kirchner recebeu do primeiro ministro alemão, Gerhard Schröeder , a oferta de ajuda para interceder em favor da Argentina junto ao diretor gerente do Fundo Monetário lnternacional, Horst Köhler, na negociação que inicia sobre um novo acordo que envolve a reestruturação da dívida externa. Segundo Kirchner, em entrevista aos jornalistas argentinos, após a reunião mantida com Schröeder, em Surrey, Schoröeder não fez nenhum pedido para favorecer os credores privados alemães. Ao contrário, expressou que "compreendia a situação que atravessava a Argentina". As informações são dos sites dos jornais argentinos.

Agencia Estado,

14 Julho 2003 | 12h09

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