Kirchner defende fim de incentivo fiscal em países do Mercosul

O presidente Néstor Kirchner afirmou que o Mercosul deve acabar com o sistema de incentivos fiscais que existem em alguns países do bloco do Cone Sul. "Os incentivos atingem o comércio entre os sócios do Mercosul", disparou Kirchner.A frase do presidente argentino, no meio de seu discurso de abertura da reunião de cúpula de presidentes do Mercosul, foi endereçada ao Brasil - país que a Argentina acusa de jogar "sujo" com supostos incentivos fiscais aplicados a diversos setores empresariais, entre eles os eletrodomésticos, têxteis, frangos e autopeças. Esta é a primeira vez que Kirchner realiza, em uma reunião internacional, críticas ao funcionamento interno do Mercosul.O presidente argentino sustentou que a união alfandegária precisa continuar avançando no refinamento dos mecanismos que aprofundem o Mercosul e melhorem a complementação produtiva. Segundo ele, um "esquema regional forte" é necessário para ter boas negociações internacionais com outros blocos. "Precisamos transmitir uma imagem de seriedade que nos faça atraentes para os investimentos produtivos", explicou.MéxicoAvaliando os últimos seis meses, ao longo dos quais a Argentina ocupou a presidência pró-tempore do Mercosul, Kirchner disse que o bloco está mais próximo de fechar um acordo comercial com o México, para que este país se torne no futuro em membro associado.Kirchner também destacou as negociações para obter potenciais acordos com a Índia, China e Japão. "Não são projetos para este ano nem para o ano que vem, mas são para o futuro, para beneficiar aqueles que vivem em terras latino-americanas", disse.

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