Kirchner espera outra resposta do FMI até às 17 horas

Hoje é o dia "D" para a Argentina, "D" de default anunciado, embora exista tempo até às 17 horas para que o governo remeta o pagamento de US$ 3,1 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI), algo que até ontem à noite não fazia parte das intenções do presidente Néstor Kirchner. Na noite desta segunda-feira, o governo argentino enviou outra carta ao FMI respondendo a que Anne Krueger havia mandado pela manhã. As diferenças continuam girando em torno da representatividade do Comitê Global de Detentores de Bônus da Argentina (GCAB, na sigla em inglês) como representante dos investidores e o piso de aceitação da oferta. O governo acredita que a oferta é viável se for aceita por 65% dos detendores de bônus, enquanto que o FMI pretende que essa porcentagem seja de 80%. A carta foi respondida em uma reunião convocada pelo presidente Kirchner que durou até tarde da noite. Nem todos os homens do governo têm a mesma posição inflexível sobre o assunto. A ala política é a menos negociadora mas mesmo assim, tem ministros e assessores que preferem pagar o FMI antes da aprovação da metas. Neste grupo encontra-se o ministro de Economia, Roberto Lavagna. De qualquer forma, ontem à noite, a opinião predominante no governo era de ceticismo diante da falta de sinais de Washington sobre a aprovação das metas. O intercâmbio de mensagens com os Estados Unidos, oral e escrito, durou o dia todo e foi um diálogo permanente para evitar o default argentino. Porém, o presidente Kirchner já bateu o martelo: "não comprometeremos nossas reservas sem uma garantia de que o FMI cumprirá sua parte. Estamos cumprindo a nossa parte porque todas as metas foram atingidas mas querem nos pressionar para atender interesses de outros credores", afirmou uma alta fonte da Casa Rosada à Agência Estado, ontem no começo da madrugada, ao deixar a reunião com Kirchner.

Agencia Estado,

09 Março 2004 | 07h56

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