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Kirchner quer iniciar novo gasoduto ainda neste ano

O governo do presidente Néstor Kirchner pretende iniciar antes do fim do ano as obras do Gasoduto do Nordeste Argentino (GNA), com o qual poderá aumentar o transporte de gás proveniente da Bolívia em 20 milhões de metros cúbicos diários, e assim, abastecer sete províncias da região norte do país. A idéia é que esse gasoduto também possa forncer o produto ao sul do Brasil e ao Uruguai. O anúncio sobre a pressa do governo foi feito pelo Ministro do Planejamento Federal, Julio De Vido. Segundo ele, "daqui a quatro ou cinco meses convocaremos a licitação" do empreendimento. A construção do gasoduto só tornou-se viável a partir da quinta-feira passada, quando o presidente da Bolívia, Evo Morales, assinou em Buenos Aires com Kirchner um acordo que - além de determinar uma alta do preço do gás exportado para o mercado argentino - estipulou a venda de 20 milhões de metros cúbicos diários, acrescentando-se esse volume às exportações atuais, de 7,7 milhões de metros.Com a importação adicional de gás a Argentina pretende atender a demanda crescente de suas indústrias, que desde 2003 registram uma contínua expansão das atividades. O gás boliviano tornou-se cada vez mais necessário nos últimos três anos, já que as reservas argentinas desse produto estão acabando.Plano O plano do gasoduto não é novo. Em abril de 2004 o governo Kirchner havia lançado a licitação para a construção do GNA. No entanto, a instabilidade política da Bolívia (e a conseqüente queda de presidentes e a convocação de tensas eleições presidenciais) causaram o engavetamento do plano. No Ministério do Planejamento Federal calcula-se que a obra poderia levar apenas um ano e meio, pois as terras por onde passará o gasoduto já estão quase todas liberadas.O custo oscilaria entre US$ 800 milhões e US$ 1,2 bilhão. Além do gasoduto, o acordo Argentina-Bolívia implicará na construção de uma planta de industrialização de gás do lado boliviano da fronteira, a ser realizado com créditos argentinos.A idéia é que em uma segunda etapa o GNA se integre ao polêmico gasoduto Venezuela-Brasil-Argentina-Uruguai, a obra sonhada pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, formando assim o denominado "anel energético" da região.

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