Kirchner recebe apoio de países europeus para acordo com FMI

O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, afirmou hoje, em Bruxelas, que recebeu apoio direto do primeiro ministro britânico, Tony Blair, do chanceler alemão, Gerard Schroeder, e do primeiro ministro sueco, Goeran Persson, para que seu país consiga um acordo rápido com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo Kirchner, o compromisso foi assumido ontem durante uma reunião que manteve com o chanceler alemão, à margem da Conferência Governança Progressista, ocorrida em Londres nos dois últimos dias, onde também estiveram os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Chile, Ricardo Lagos. Kirchner disse que Schroeder assegurou que levaria a demanda de Buenos Aires ao grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G-7) para reforçar o esforço do governo argentino para normalizar sua relação com o organismo internacional de crédito. De acordo com informações da Assessoria do presidente, a conversa com Schroeder durou vinte minutos e o chanceler alemão teria se comprometido a "falar com Kohler (Horst Köhler, presidente do FMI), ministro em sua gestão, quantas vezes forem necessárias". Durante o breve encontro, os dois não falaram da situação dos alemães, com títulos da dívida externa argentina com pagamento suspenso desde dezembro de 2001. A Argentina assinou um acordo transitório com o FMI em janeiro, com vencimento previsto para agosto, que permitiu-lhe postergar os compromissos da dívida externa. Porém, até o momento está em negociação para um acordo a médio prazo, que regularize a situação de crise do país. Kirchner está em Bruxelas para falar das relações bilaterais entre União Européia (UE) e Argentina e para tratar também das negociações Mercosul/UE.

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