Kirchner vai a Washington para encontro com Bush

O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, viajará amanhã para Washington, onde será recebido pelo presidente George W. Bush na próxima quarta-feira, em uma reunião marcada na semana passada, o que a classifica como inusitada, já que os convites da Casa Branca aos chefes de Estado são feitos com pelo menos um mês de antecedência. Em plena negociação com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a reunião com Bush caiu como uma luva para Kirchner que, como era previsível, pedirá o apoio para a assinatura do acordo de longo prazo com o organismo. Porém, na Casa Rosada, sede do governo argentino, os assessores explicam que à Argentina não interessa um apoio qualquer. O presidente quer o apoio de Bush para um acordo que privilegie o corte de capital e de juros da dívida durante a renegociação com os credores e um compromisso de superávit fiscal que não freie o crescimento e a recuperação econômica do país. Néstor Kirchner teme que um arrocho fiscal, nos moldes do praticado por seu colega e sócio Luiz Inácio Lula da Silva, leve à Argentina à um estancamento da economia , numa situação similar à do Brasil, onde o PIB crescerá, no melhor dos casos, entre 1,6 a 1,8% , ante um crescimento de 4,5 ou 5% da Argentina, projetado para esse ano. Enquanto Lula trabalha com um elevado superávit para não repetir a crise da Argentina em 2002, Kirchner deseja um superávit moderado para não entrar em recessão. A agenda do encontro entre Kirchner e Bush ainda não está definida, tampouco se o ministro de Economia, Roberto Lavagna, o acompanhará. O que está confirmado é que se falará das negociações com o FMI, informou o próprio Néstor Kirchner, ontem.

Agencia Estado,

21 Julho 2003 | 07h55

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.