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Kirchner vai anunciar hoje a sua equipe de governo

O presidente eleito da Argentina, Néstor Kirchner, prometeu anunciar seu ministério na tarde desta terça-feira. Kirchner tem conseguido manter uma boa dose de mistério sobre sua equipe que até ontem à noite não estava fechada e as reuniões para compor o ministério têm sido secretas. A ordem do presidente eleito é manter sigilo absoluto para "não gerar especulações", disse um assessor à Agência Estado. Entre os assessores de campanha, se comenta que o chefe da mesma, Alberto Fernández, o constitucionalista Rafael Bielsa, o secretário privado do presidente Eduardo Duhalde, José Pampuro e o deputado Gustavo Beliz têm um lugar garantido na equipe mas faltava definir os cargos que ocupariam. Bielsa é cogitado para os Ministérios de Relações Exteriores e de Justiça e para a Procuradoria Geral da República. Beliz ocuparia a pasta de Segurança. Ambos são candidatos à Prefeitura de Buenos Aires mas o atual prefeito, Aníbal Ibarra é candidato à reeleição e apoiou Kirchner. Com a colocação destes dois em seu ministério, o Presidente eleito ficaria livre para apoiar Ibarra. Kirchner levaria de sua província alguns homens para acompanhá-lo, como o ministro de Economia provincial (secretário de Fazenda), Julio de Vido, quem coordenaria o plano de obras públicas, o carro chefe do programa de governo para recuperar a economia do país. De Vido poderia ocupar também a secretaria Geral da Presidência ou a chefia de Gabinete, de acordo com qual destes dois ficará Alberto Fernández. Ambos são fiéis seguidores de Kirchner. Se fala ainda de outros dois nomes da província de Santa Cruz, o ex-deputado Dante Dovena e o ex-senador Daniel Varisat que ocupariam a direção da SIDE (Serviço de Inteligência) e a secretaria privada da Presidência, respectivamente. De certo mesmo, continuam as confirmações de Roberto Lavagna, no Ministério de Economia, e de Ginés González Garcia, no Ministério de Saúde. O Ministério de Educação deverá ser ocupado por Daniel Filmus, atual secretário de Educação de Buenos Aires, enquanto que a pasta de Desenvolvimento Social seria ocupada pela irmã do presidente, Alícia Kirchner, uma reconhecida técnica no assunto.O mistério maior ronda o nome de quem ocuparia o Ministério de Relações Exteriores. Desde ontem de manhã, circulam fortes boatos de que o ministro Roberto Lavagna acumularia as duas pastas, sendo que Martín Redrado, atual vice-chanceler e secretário de Assuntos Internacionais, permaneceria no cargo. Mas também se fala em outros nomes: Juan Pablo Lohlé, José Octavio Bordón, Jorge Taiana, Abel Posse, Archibaldo Lanús, Emilio Cárdenas. Se fala ainda que se Lohlé não for para o Ministério de Relações Exteriores, será o novo embaixador no Brasil. Ele já foi embaixador na Espanha e na OEA. Os três governadores que apareciam como fortes nomes para o Ministério do Interior já anunciaram que continuarão em suas províncias e os mais fortes candidatos para este posto seriam José Pampuro, o vice-governador de Tierra del Fuego, Daniel Gallo, e Alberto Fernández. Na pasta do Trabalho, o favorito é o atual ministro de Produção, Aníbal Fernández. Para o Ministério de Defesa, aparecem os nomes do deputado Jorge Villaverde e do peronista Juan Carlos Mazzón. Ainda se discute se o Ministério de Produção será absorvido pelo Ministério de Economia. Porém, se isso não ocorrer, o nome mais indicado é o do atual vice de Lavagna, Oscar Tangelson. Caso contrário, este continuaria no cargo. Diante de tantas especulações e nenhuma confirmação, ontem à noite, Alberto Fernández pediu calma à imprensa e disse que hoje todos saberiam quem seriam os ministros de Kirchner.

Agencia Estado,

20 de maio de 2003 | 09h59

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