Kirchner volta a insistir em salvaguardas com o Brasil

O governo de Néstor Kirchner vai insistir com o Brasil, a aplicação de sua proposta de medidas de salvaguardas para o Mercosul. Na próxima reunião bilateral, no dia 20 de abril, os negociadores argentinos tentarão, uma vez mais, convencer os brasileiros de que as indústrias locais necessitam de proteção comercial. "A resposta do Brasil não foi satisfatória e vamos voltar a colocar sobre a mesa de negociações, as propostas encaminhadas pelo ministro de Economia", Roberto Lavagna, em setembro de 2004, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou o secretário de Indústria, Miguel Peirano.Em entrevista à agência estatal Télam, Peirano explicou que "a idéia é recriar as regras do jogo originárias do Mercosul, as quais apontavam à desenvolver um comércio intra-industrial que permita o crescimento das indústrias dos dois países, e ganhar presença em terceiros mercados".Peirano fincou pé na antiga reclamação da Argentina para exportar produtos de maior valor agregado. Segundo ele, "na relação com o Brasil, é preciso que ver mais os aspectos qualitativos dos tipos de bens que intercambiamos porque a Argentina não pode abrir mão de sua presença nos bens com maior valor agregado". O secretário também lembrou outra reivindicação argentina: "tem que haver regras claras para que os investimentos cheguem à todos os países de forma equilibrada".

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