Klabin planeja nova fábrica de papel cartão

Unidade deve entrar em operação no final de 2015, com capacidade de produzir até 450 mil toneladas por ano

ANDRÉ MAGNABOSCO, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2012 | 03h05

A Klabin já definiu as novas etapas de seu plano de crescimento, após concluir o investimento em uma nova máquina de papéis para sacos industriais e de definir o modelo para a construção de uma nova fábrica de celulose. A companhia prevê a construção de uma linha de produção de papel cartão e estuda a instalação de uma nova máquina para papel reciclado, de acordo com seu diretor-geral, Fabio Schvartsman.

A unidade de papel cartão, de acordo com os estudos, teria capacidade entre 300 mil e 450 mil toneladas anuais.

Segundo o diretor-geral da Klabin, a ideia da companhia é iniciar as operações da nova fábrica no final de 2015, aproximadamente um ano após o início das operações da nova unidade de celulose.

A intenção de construir uma nova fábrica de papel cartão já havia sido comentada anteriormente por diretores da Klabin, mas é a primeira vez que o novo diretor geral da Klabin fala sobre o projeto.

A nova linha de produção de papel reciclado, por sua vez, deverá entrar em operação somente após 2015, segundo Schvartsman. "A unidade de papel cartão é mais rentável e, por isso, entrará primeiro", afirmou o executivo, que participou ontem de evento promovido pela consultoria Risi em São Paulo.

Segundo o executivo, o projeto não tem relação direta com os projetos de expansão da Tetra Pak no município de Ponta Grossa, no Paraná, a partir de 2013.

As companhias, contudo, são parceiras e a Klabin é candidata natural a oferecer papel cartão para a nova fábrica de embalagens da Tetra Pak.

Esses projetos permitirão à Klabin mais do que dobrar de tamanho em um prazo de três anos. A projeção considera potencial de produção e de geração de caixa, segundo o executivo.

Celulose. Schvartsman disse também que a definição sobre a fábrica de celulose idealizada pela Klabin deve ser anunciada em breve. A companhia brasileira aportará ativos florestais no projeto e parceiros financeiros complementarão o montante com recursos adicionais. O projeto está estimado em R$ 6,8 bilhões e deverá contar com fundos soberanos entre os parceiros.

A unidade terá capacidade instalada para produzir 1,3 milhão de toneladas anuais, incluindo celulose de fibra longa e fibra curta, que serão usados na nova fábrica de papel cartão da Klabin.

Plano. Decisão sobre fábrica de celulose deve sair em breve

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