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Kofi Annan defende exportações de países em desenvolvimento

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, quer que o G-8, em sua reunião deste fim de semana em Evian, se comprometa em reduzir as barreiras às exportações dos países em desenvolvimento. Em uma carta enviada ontem aos líderes das oito maiores economias do mundo, Annan deixou claro: "vocês (o G-8) têm uma responsabilidade especial no gerenciamento da economia mundial e bilhões de pessoas menos afortunadas são afetadas por suas decisões".Segundo Annan, será pelo comércio que a população dos países em desenvolvimento poderá ter a esperança de compartilhar a prosperidade existente no mundo. O secretário-geral, porém, afirma que está preocupado com o fato de que as negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC), lançadas em 2001, estão praticamente paralisadas. "Existe o risco de que as promessas feitas em 2001 não sejam cumpridas", afirmou Annan em sua carta, obtida pelo Estado.Para o secretário-geral da ONU, que se reúne hoje em Lausanne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se não houver um acordo na OMC que permita uma redução do protecionismo e benefícios para os países pobres, "a esperança de milhões de pessoas será destruída e crença dos países em desenvolvimento na economia de mercado duramente afetada". RemédiosAnnan ainda defende a tese brasileira, de que todos os países devam ter acesso aos remédios essenciais. Na OMC, o Brasil e outros governos exigiram que políticas comerciais não prejudicassem políticas de saúde e uma negociação vem sendo realizada há quase dois anos para garantir que países pobres possam importar remédios genéricos. Para o responsável da ONU, um fracasso nas negociações comerciais podem ter efeitos "trágicos" para a economia mundial. "O encontro do G-8 deste ano deve ter a função de colocar diferenças de lado e assegurar que questões de combate à pobreza sejam nossas prioridade", completou Annan.x

Agencia Estado,

30 de maio de 2003 | 14h55

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