Koji Tanami é indicado para assumir a presidência do BOJ

Nome de ex-burocrata do Ministério das Finanças pode ser rejeitado pela oposição que domina o Senado

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

18 de março de 2008 | 02h51

O governo japonês indicou Koji Tanami, um ex-burocrata do Ministério das Finanças, para ocupar a presidência do Banco Central do país (BOJ), aumentando a possibilidade de sua escolha ser rejeitada novamente pela oposição. A indicação acontece um dia antes do mandato de Toshihiko Fukui, atual presidente da instituição, terminar. As informações foram dadas nesta terça-feira, por um funcionário parlamentar sob condição de anonimato, segundo a Associated Press. Veja também:Mercado asiático abre em alta, após dia de perdasCrise externa eleva dólar pelo terceiro dia consecutivo BCs injetam recursos para socorrer bancosCrise no mercado global está maior, diz diretor-gerente do FMI Entenda a crise nos Estados Unidos   O sobe e desce do dólar Veja os efeitos da desvalorização do dólar A oposição tem encorajado o governo a escolher alguém que não esteja politicamente ligado ao poder burocrata do país para assegurar a independência do Banco Central japonês. Os oposicionistas, liderados pelo Partido Democrático (PD), rejeitaram, na última quarta-feira, o nome de Toshiro Muto - a primeira escolha do governo japonês para a presidência do BOJ -, porque ele era um ex-burocrata do Ministério das Finanças. A oposição tem a maioria no Senado, mas é minoritária na Câmara de Representantes, dominada pelo governamental Partido Liberal-Democrata (PLD). A nomeação do presidente do banco central requer a aprovação das duas Câmaras. O confronto tem se arrastado por semanas e a inabilidade do Japão para escolher o novo presidente de seu Banco Central tem sido um grande embaraço. A segunda maior economia do mundo corre o risco de entrar em recessão após seis meses de moderado crescimento, afetada pela queda do dólar, a volatilidade no mercado financeiro e a alta do petróleo.

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