KPMG prevê ritmo maior de aquisições em emergentes

Setores mais agitados para compra serão os de telecomunicações, insumos básicos e bens industriais

Luana Pavani, da Agência Estado,

22 de janeiro de 2008 | 15h56

As fusões e aquisições devem se concentrar em países emergentes nos próximos meses, ao passo que o apetite diminuirá na Europa e na América do Norte. Os setores mais agitados para compra entre empresas serão os de telecomunicações, insumos básicos e bens industriais. Estas são algumas tendências traçadas pela consultoria e auditoria KPMG, que divulgou hoje pesquisa sobre a relação entre preço e lucro de fusões e aquisições no mundo durante o segundo semestre de 2007.De julho a dezembro do ano passado, ocorreram 19.343 negócios no globo, somando cerca de US$ 2,1 trilhões. O valor caiu em relação aos US$ 2,7 trilhões do primeiro semestre, quando foram realizadas 17.717 transações. Ou seja, no segundo semestre a quantidade de operações foi maior (9%), mas um valor total cerca de 20% menor. De acordo com o estudo, houve grande número de negócios de baixo valor na região Ásia-Pacífico.Na América Latina, porém, o número de transações permaneceu estável no segundo semestre de 2007, mas o valor das operações aumentou. De julho a dezembro 567 negócios foram concluídos envolvendo empresas latino-americanas, atingindo US$ 51,8 bilhões. No primeiro semestre, foram 562 operações, com valor total de US$ 30,1 bilhões.BrasilNo segundo semestre de 2007, empresas brasileiras foram alvo de 224 negócios, ao valor total de US$ 32,5 bilhões no período. Na opinião de Cláudio Ramos, sócio da KPMG, há muito espaço para consolidação no Brasil, que assim como a América Latina, ainda não atingiu o estágio de maturidade do ciclo mundial de fusões e aquisições.Para os próximos seis meses, segundo a KPMG, empresas de telecomunicações, insumos básicos e bens industriais devem apresentar a maior atividade de fusões e aquisições e os maiores índices de valorização futura, conforme análises de projeção de valor da relação preço/lucro projetada dos setores globais. Na mão inversa, empresas de serviços ao consumidor e de saúde globalmente terão menor ritmo de transações. De maneira geral, a KPMG prevê que o nível de negócios em 2008 se manterá próximo dos números de 2007, porém com uma média de valor menor.

Mais conteúdo sobre:
KPMG

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.