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Kraft oferece US$ 7,2 bilhões em divisão da Danone

A transação daria à Kraft marcas populares no exterior como LU, Petit Dejeuner, Tuc e Mikado e outras. A Danone disse que seu conselho está estudando a oferta.

Agencia Estado

04 de julho de 2007 | 17h18

A americana Kraft Foods anunciou nesta terça-feira, 3, ter oferecido US$ 7,2 bilhões pela divisão de biscoitos e cereais da francesa Danone. A transação daria à Kraft - fabricante dos biscoitos Oreo - marcas populares no exterior como LU, Petit Dejeuner, Tuc e Mikado e outras. A Danone disse que seu conselho está estudando a oferta. "Esta proposta de aquisição faz muito sentido para a Kraft", disse a diretora-presidente da Kraft, Irene Rosenfeld, em uma entrevista coletiva. Apesar disso, as ações da Kraft tiveram uma queda de mais de 2% com a notícia da oferta, com alguns analistas dizendo que a empresa está pagando um preço exagerado. Se a transação for aprovada, a Kraft dobrará o tamanho do seu porte na China e dará impulso à sua posição na Europa Oriental, Rússia, Malásia e Indonésia. Cerca de três quartos das unidades da Danone estão situadas na Europa Oriental.Se o negócio for fechado, as marcas adquiridas se juntarão ao enorme portfólio de lanches da Kraft - sua maior divisão, que responde por quase um terço da sua receita. Entre outras marcas populares da Kraft estão o queijo que leva seu nome, o café Maxwell House e as salsichas para cachorro-quente Oscar Mayer."Esse anúncio indica que a Kraft está determinada a ser mais agressiva na reestruturação do seu portfólio, com ênfase em operações internacionais e não mais se concentrará apenas em saúde e bem-estar", escreveu numa nota Andrew Wood, um analista europeu de alimentos que trabalha para a Sanford C. Bernstein.O diretor-presidente da Danone, Franck Riboud, disse que descartar a divisão de biscoitos permitirá à Danone se concentrar nas suas divisões de laticínios e águas. "A oferta da Kraft Foods representa uma forte oportunidade estratégica e industrial para o segmento de biscoitos e cereais", disse ele. Segundo Riboud, a receita obtida com a venda será usada para acelerar atuais projetos de desenvolvimento interno, no desenvolvimento de novos produtos, na expansão para novos territórios ou novas plataformas alimentícias e, possivelmente, para fusões e aquisições.

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